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No que diz respeito ao saneamento básico, as obras de abertura e fixação da Foz do Rio Itapocu, na divisa entre os municípios de Araquarí e Barra Velha, em muito beneficiarão toda a região o Vale do Itapocu, devido ao fato de possibilitar uma maior velocidade de escoamento das águas a jusante, favorecendo a macrodrenagem dos municípios pertencentes à bacia hidrográfica, municípios estes, gravemente afetados pelas catástrofes decorrentes das inundações de novembro de 2008.
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Sob o ponto de vista ambiental, a importância da obra mais uma vez se torna evidente, visto que, ao possibilitar uma melhora significativa na circulação das águas estuarinas e a diluição de elementos poluentes, as obras de abertura e fixação da Foz favorecerão a produtividade biológica do ambiente aquático, contribuindo para o incremento da fauna marinha.
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Tal incremento terá ainda reflexos socioeconômicos sobre as atividades relativas à pesca artesanal, já que a melhoria da qualidade da água no meio ambiente aquático favorecerá a reposição dos estoques pesqueiros do litoral norte catarinense, oportunizando a manutenção das tradições culturais das colônias de pescadores artesanais não só de Barra Velha, mas dos outros municípios do litoral norte catarinense.
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Outros benefícios socioeconômicos poderão ser auferidos a partir da possibilidade que se abre à estruturação do turismo náutico, uma vez que a península de Barra Velha se mostra extremamente viável para receber a implantação de equipamentos públicos e privados voltados ao lazer e ao apoio à navegação de esporte e recreio.
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A abertura da Foz do Itapocu também trará consigo outros ganhos para a economia regional ao possibilitar a instalação de indústrias navais e pesqueiras entre a ponte da BR-101 e a Foz, tanto no Município de Barra Velha, como no Município de Araquarí.
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Outros aspectos a serem ressaltados são os benefícios que a obra trará no que se refere à segurança da navegação no litoral norte, uma vez que se trata de importante ponto de refugio às embarcações de pequeno e médio porte, principalmente em caso de mau tempo e mar grosso. Hoje, não existe apoio para este tipo de embarcações entre os portos de São Francisco do Sul e Itajaí. A península de Barra Velha e Araquarí se transformará num ambiente que servirá como refúgio às embarcações que porventura se encontrem em risco devido a eventuais más condições climáticas nas proximidades da região.
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Ainda no que tange à navegação, abre-se uma nova possibilidade de transporte modal, notadamente o fluvial, a partir de uma ligação hidroviária ligando os principais pólos industriais do Vale do Itapocu com o litoral norte catarinense e os portos de Itajaí e São Francisco do Sul.